sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Dias cosmopolitas em Porto Alegre

Realmente não temos do que nos queixar. Nesses dias tórridos que antecedem o verão, Porto Alegre está com uma programação bastante legal e diversificada; tem cinema, artes, livros e mais toda movimentação decorrente dos eventos. São pessoas de vários lugares que vêm ao encontro de nossa capital desfrutar dessa efervescência cultural, transformando Porto Alegre em uma cidade do mundo. Segue abaixo, alguns exemplos:



Sala P.F. Gastal apresenta clássicos de Hollywood de 1939



Programação vai até domingo

Depois de uma semana inteira dedicada ao Festival CineEsquemaNovo e seus filmes pouco convencionais, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro realiza uma mostra com seis clássicos do cinema narrativo hollywoodiano, todos produzidos em 1939 e que, portanto, comemoram em 2009 seu 70º aniversário de lançamento: No Tempo das Diligências (foto), O Morro dos Ventos Uivantes, Gunga Din, Beau Geste, Ninotchka e A Mulher Faz o Homem.

O ano de 1939 é considerado uma data histórica em Hollywood, por sua extraordinária safra de obras-primas, várias delas imortalizadas entre os grandes momentos do cinema no século XX. Além dos seis títulos reunidos na programação, também são de 1939 outras obras marcantes, como ...E o Vento Levou, O Mágico de Oz e Paraíso Infernal. Uma temporada que, segundo diferentes críticos e historiadores, a capital do cinema
jamais conseguiu superar.
Todos os filmes da mostra 1939 — O Ano de Ouro de Hollywood serão exibidos em DVD, com legendas em português.


Grade de horários

Sexta-feira, 30
15h — II Festival de Cinema Escolar (sessão fechada)
17h — Gunga Din
19h — Projeto Raros

Sábado, 31
15h — A Mulher Faz o Homem
17h — Beau Geste
19h — O Morro dos Ventos Uivantes

Domingo, 1º de novembro
15h — Gunga Din
17h — No Tempo das Diligências
19h — Ninotchka

Fonte: Clicrbs




Exposição 'Tempestade' mostra transformações climáticas

 Mostra revela mudanças climáticas:

A mostra Tempestade apresenta em Porto Alegre projeções de vídeos e fotografias que expressam o estranhamento do homem diante das transformações climáticas que assolam o mundo.


O inglês Simon Faithfull, o alemão Michael Sailstorfer, o americano Reynold Reynolds, e os brasileiros Laura Vinci e Paulo Climachauska são alguns dos artistas que participam da exposição, que estreia no Sul no dia 21 de outubro.

Fonte: Portal Terra


O evento, realizado na Usina do Gasômetro, reúne obras de 14 artistas de 11 nacionalidades distintas. Acontece de 22 de outubrro a 20 de dezembro, de terça a domingo, das 9h às 21:00h, com entrada franca.




 

7ª Bienal do Mercosul



De 16 de outubro a 29 de novembro


Porto Alegre/RS


Horários
De terça a domingo
Das 09:00 as 21:00 horas


Entrada Franca


Locais e endereços:
Armazéns do Cais do Porto
Av. Mauá, 1050 (entrada A3 e A4) - Centro


Santander Cultural
Rua Sete de Setembro, 1028 - Centro


MARGS – Museu de Artes do Rio Grande do Sul
Praça da Alfândega, s/nº - Centro

Maiores informações no site: http://www.bienalmercosul.art.br








 2ª Bienal B                                            

Bienal B - 2ª edição, em Porto Alegre, com exposições simultâneas de artistas plásticos regionais, no período de setembro a dezembro de 2009.




Maiores informações no site: http://www.bienalb.org/2009




55ª Feira do Livro            Horário de funcionamento: a partir das 9h30min, na Área Infantil e Juvenil, e a partir das 12h30min, na área Adulto. As atividades se encerram às 21h, podendo ser prorrogadas até 22h, a critério da Comissão Organizadora.

O Balcão de Informações da Feira do Livro está situado na área central da Praça da Alfândega. Além de distribuir material sobre o evento, a equipe está preparada para dar orientações e tirar dúvidas. Um posto de informações também está disponível no Cais do Porto.


■Praça da Alfândega
■Cais do Porto (Avenida Mauá, altura da Praça da Alfândega)
■Avenida Sepúlveda
■Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Rua dos Andradas, 1.223)
■Memorial do Rio Grande do Sul (Praça da Alfândega, s/nº)
■Santander Cultural (Praça da Alfândega, s/nº) 

Maiores informações no site: http://www.feiradolivro-poa.com.br/






quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Conversas com Almodóvar



Quem já viu algum filme de Pedro Almodóvar, dificilmente esquecerá. O mais conhecido "Mulheres à Beira de Ataque de Nervos", filme-ícone dos anos 80, o trouxe ao holofotes da mídia, já o filme "Tudo Sobre Minha Mãe" o consagrou definitivamente, levando-o ao Oscar e inúmeros festivais ao redor do mundo. Mas, se pudéssemos penetrar pelo menos um pouco em sua mente para entender o processo criativo desse mago espanhol, seria realmente fantástico, contudo, caros amigos, isso já é possível, através do livro "Conversas com Almodóvar" de Frederic Strauss, à venda no Brasil pela Editora Zahar.
O livro vai desvendando o universo Almodovariano nos últimos 20 anos, através de conversas de Frederic com o cineasta. Muito bem organizado, onde os capítulos são separados por filme, começando com "Pepi, Luci e Outras Garotas de Montão" até "Volver", com a belissíma Penélope Cruz. A cada capítulo, somos agraciados com detalhes do roteiro, produção, edição, distribuição e tudo mais.








É um verdadeiro mergulho na mente de Almodóvar. Descobrimos o porquê do uso de tantas cores, de imagens santas, de narrativas muitas vezes absurdas, de músicas dramáticas e roteiros inusitados em seus filmes, além de compreender sua infância, juventude e educação. Temos, então, uma mistura de biografia com obra, onde o resultado é saborosamente único.

Se você tem paixão por cinema e pela vida, não deixe-o de ler.



"Afinal, o essencial é isso: sobreviver e manter a paixão"
Pedro Almodóvar

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A ROUPA LIBERTA!!

A moda está intrinsicamente ligada ao tempo da História em que ela se desenvolve. Obviamente, de acordo com os recursos inerentes a cada sociedade em que atua. Mas, sempre esteve presente em todas as culturas, seja da forma mais rebuscada à simples. O ser humano é um ser de nascença narcisista, não há como negar isso. Depois, que descobrimos o espelho e nosssas faces refletidas nele, o mundo não seria o mesmo. Digo isso em relação à moda ocidental tradicional, pois há inúneras culturas que nunca viram um espelho, todavia, mesmo assim, se descobrem através do olhar alheio, é o exemplo abaixo:



Sim isso é moda, é atitude.
Através do enfeites conta-se a História da tribo.



Nâo esqueçamos da Idade Média e seus "adornos".





Os olhos, que aperecem sempre pintados nas obras egípcias antigas, eram usados para diminuir a intensidade do reflexo da luz do sol no olho humano. Aqui, é a praticidade que vem de encontro à moda.



Para os Indianos a moda é elemento obrigatório em seu dia-a-dia.
 O que para nós, ocidentais, pode paracer excesso, para eles é forma de expressão.



Simplesmente linda!



Moda e Guerra: Samurai Japonês.






 A incomparável Chanel e seu olhar visionário para moda, início do século 20. 



A mulher para Chanel é igual ao homem, logo, possui os mesmos direitos. Isso se reflete nas mulheres que Chanel vestia, com calças e acessórios maculinos. É o início do movimento feminista.




Moda e cultura Pop nos anos 2009.
Camiseta com imagens de filme clássico dos anos 80 - Blade Runner.
Podemos, literalmente, vestir nossos ìdolos e referências, construindo assim, nossas características individuais e ao mesmo tempo coletivas.


Bem, tudo acima, foi um pequeno apanhado, desordenado, da munda no mundo. Busquei dar alguns exemplos de quanto fomos e somos diversificados e isso, logo, se espelha no modo de nos vestirmos e atuarmos na sociedade.
Porém, temos algo em comum: nossa RAÇA, que é HUMANA, não há divisão racial, pois a raça é UNA, o que muda é apenas as referências, as culturas locais, o resto é HUMANIDADE E RESPEITO. Para que a roupa LIBERTE mesmo, é preciso saber disso!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Diretos Humanos são de graça



4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

O desafio foi lançado em dezembro de 2006: celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos por meio da voz, luz, magia e movimentos do cinema.
Foram quatro cidades naquele ano. Passamos a oito em 2007, a doze em 2008. E a 4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul estende-se a dezesseis capitais em 2009, renovando mais uma vez a proposta de combinar a arte libertadora de Chaplin, Eisenstein e Glauber Rocha com o sonho da igualdade na diversidade.
A bandeira da inclusão segue presente na 4ª Mostra. Todas as sessões são gratuitas e mesmo os filmes brasileiros apresentam legendas para que possam ser acompanhados por pessoas com deficiência auditiva. Todas as salas de exibição são adaptadas para cadeirantes e cada cidade exibirá mais de uma sessão com áudio-descrição, recurso de acessibilidade destinado a pessoas com deficiência visual.
A 4ª Mostra é uma realização da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com patrocínio da Petrobras e produção da Cinemateca Brasileira, contando com apoio do SESC/SP, da TV Brasil e do Ministério das Relações Exteriores.
(Resenha retirada do site oficial do evento, http://www.cinedireitoshumanos.org.br)

Em Porto Alegre, a mostra será no Cine Santander Cultural, de 08 a 16/10.
Rua 7 de Setembro, 1.028, Centro - (51) 3287-5718.

Segue abaixo a programação, maiores detalhes sobre cada filme é com vocês pessoal, procurem, vasculhem a Internet e acharão. Essa é uma grande oportunidade para ficarmos mais próximos de nossas realidades e a partir daí as repensarmos. 

08/10 - quinta


20h – Sessão de Abertura
O CAVALEIRO NEGRO - Ulf Hultberg, Åsa Faringer (Suécia / México / Dinamarca, 95min, 2007, fic)
Classificação indicativa: 14 anos


09/10 - sexta
15h
NUNCA MAIS!!! COCHABAMBA, 11 DE JANEIRO DE 2007 - Roberto Alem (Bolívia, 52 min, 2007, doc)
DAYUMA NUNCA MAIS - Roberto Aguirre Andrade (Equador, 30 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: livre


17h
SENTIDOS À FLOR DA PELE - Evaldo Mocarzel (Brasil, 80 min, 2008, doc)
PUGILE - Danilo Solferini (Brasil, 21 min, 2007, fic)
Classificação indicativa: livre


19h
UNIDADE 25 - Alejo Hojiman (Argentina / Espanha, 90 min, 2008, doc)
COCAIS, A CIDADE REINVENTADA - Inês Cardoso (Brasil, 15 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 16 anos


10/10 - sábado
13h
TRAGO COMIGO – Parte 1 (capítulos 1 e 2) - Tata Amaral (Brasil, 96 min, 2009, doc/fic)
Classificação indicativa: 16 anos


15h
TRAGO COMIGO – Parte 2 (capítulos 3 e 4) - Tata Amaral (Brasil, 96 min, 2009, doc/fic)
Classificação indicativa: 16 anos


17h
DEVOÇÃO - Sergio Sanz (Brasil, 85 min, 2008, doc)
PHEDRA - Claudia Priscilla (Brasil, 13 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 12 anos


19h
CORUMBIARA - Vincent Carelli (Brasil, 117 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: livre


11/10 - domingo
13h
O REALISMO SOCIALISTA - Raúl Ruiz (Chile, 52 min, 1973, fic/doc)
AGARRANDO PUEBLO (OS VAMPIROS DA MISÉRIA) - Carlos Mayolo, Luis Ospina (Colômbia, 28 min, 1978, fic)
Classificação indicativa: 16 anos


15h
HISTÓRIAS DE DIREITOS HUMANOS – vários diretores (diversos países, 84 min, 2008, fic/doc)
Classificação indicativa: 16 anos


17h
BAGATELA – A NECESSIDADE TEM CARA DE CACHORRO - Jorge Caballero (Colômbia / Espanha, 74 min, 2008, doc)
MENINO ARANHA - Mariana Lacerda (Brasil, 13 min, 2008, doc)
MENINOS - Gonzalo Rodríguez Fábregas (Uruguai, 14 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 12 anos


19h
GARAPA - José Padilha (Brasil, 110 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 12 anos


13/10 - terça
10h30
MOKOI TEKOA PETEI JEGUATÁ – DUAS ALDEIAS, UMA CAMINHADA – Arial Duarte Ortega, Germano Beñites, Jorge Morinico (Brasil, 63 min, 2008, doc)
DE VOLTA À TERRA BOA - Mari Corrêa, Vincent Carelli (Brasil, 21 min, 2008, doc)
PRÎARA JÕ, DEPOIS DO OVO, A GUERRA - Komoi Paraná (Brasil, 15 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: livre


15h – Audiodescrição
O SIGNO DA CIDADE - Carlos Alberto Riccelli (Brasil, 96 min, 2007, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual
Classificação indicativa: 16 anos


17h
CRUELDADE MORTAL - Luiz Paulino dos Santos (Brasil, 92 min, 1976, fic)
ESTRELA DE OITO PONTAS - Fernando Diniz e Marcos Magalhães (Brasil, 12 min, 1996, fic/ani)
Classificação indicativa: 16 anos


19h
TAMBORES DE ÁGUA: UM ENCONTRO ANCESTRAL - Clarissa Duque (Venezuela/ Camarões, 75 min, 2008, doc)
ALÉM DE CAFÉ, PETRÓLEO E DIAMANTES - Marcelo Trotta (Brasil, 15 min, 2007, doc)
TARABATARA - Julia Zakia (Brasil, 23 min, 2007, doc)
Classificação indicativa: livre


14/10 - quarta
10h30
TAMBÉM SOMOS IRMÃOS - José Carlos Burle (Brasil, 85 min, 1949, fic)
Classificação indicativa: livre


15h
MOKOI TEKOA PETEI JEGUATÁ – DUAS ALDEIAS, UMA CAMINHADA – Arial Duarte Ortega, Germano Beñites, Jorge Morinico (Brasil, 63 min, 2008, doc)
DE VOLTA À TERRA BOA - Mari Corrêa, Vincent Carelli (Brasil, 21 min, 2008, doc)
PRÎARA JÕ, DEPOIS DO OVO, A GUERRA - Komoi Paraná (Brasil, 15 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: livre


17h
ESSE HOMEM VAI MORRER - UM FAROESTE CABOCLO - Emilio Gallo (Brasil, 75 min, 2008, doc)
CONTRA-CORRENTE - Agostina Guala (Argentina, 9 min, 2008, fic)
PARTIDA - Marcelo Martinessi (Paraguai, 14 min, 2008, fic)
Classificação indicativa: 16 anos


19h – Audiodescrição
NÃO CONTE A NINGUÉM - Francisco J. Lombardi (Peru / Espanha, 120 min, 1998, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual
Classificação indicativa: 18 anos


15/10 - quinta
10h30
SENTIDOS À FLOR DA PELE - Evaldo Mocarzel (Brasil, 80 min, 2008, doc)
PUGILE - Danilo Solferini (Brasil, 21 min, 2007, fic)
Classificação indicativa: livre


15h
À MARGEM DO LIXO - Evaldo Mocarzel (Brasil, 84 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: livre


17h
O SIGNO DA CIDADE - Carlos Alberto Riccelli (Brasil, 96 min, 2008, fic)
OS SAPATOS DE ARISTEU - René Guerra (Brasil, 17 min, 2008, fic)
Classificação indicativa: 16 anos


19h
PRO DIA NASCER FELIZ - João Jardim (Brasil, 88 min, 2006, doc)
Classificação indicativa: livre


16/10 - sexta
15h
YÃKWÁ, O BANQUETE DOS ESPÍRITOS - Virgínia Valadão (Brasil, 54 min, 1995, doc)
A ARCA DOS ZO’É - Dominique Tilkin Gallois, Vincent Carelli (Brasil, 22 min, 1993, doc)
O ESPÍRITO DA TV - Vincent Carelli (Brasil, 18 min, 1990, doc)
Classificação indicativa: livre


17h
TAMBÉM SOMOS IRMÃOS - José Carlos Burle (Brasil, 85 min, 1949, fic)
Classificação indicativa: livre


19h
ENTRE A LUZ E A SOMBRA - Luciana Burlamaqui (Brasil, 150 min, 2007, doc)
Classificação indicativa: 16 anos





Não poderia deixar aqui uma imagem, daquela que foi
a maior defensora dos Diretos Humanos em nosso continente, a eterna "La negra".

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A Escolha de Sofia?






Depois de muitos anos sem ver A Escolha de Sofia, fui agraciado, ontem, pela TV Futura, com esta obra-prima e todo seu esplendor me veio à mente com novas perguntas e inquietações. Sofia tinha mesmo escolhas? Ou, seu destino já fora traçado, de alguma forma, pelos atos acontecidos ao seu redor? Esse não é o a grande questão que envolve nossa humanidade? O livre-arbítrio existe? Ou somos compelidos a apeneas exercer aquilo em que o meio ao nosso redor nos destina? Perguntas difíceis e muitas vezes sem respostas simples.

Simples são escolhas básicas de nosso dia-a-dia: pasta de dente, roupa, comida, carro, conversa, amizade, colegas de trabalho, família e, mesmo assim, aqui, já podemos ver que as coisas nem sempre são como gostaríamos que fossem. É importante, também, refletir sobre àqueles que não tem acesso a estes bens ou relações. Suas vidas, logo, se transformam em um mar de incertezas e a única escolha que têm é o próximo prato de comida. Mas, voltemos a Sofia.

Sofia tem a pior escolha que uma mãe poderia fazer: optar qual de seus filhos deve morrer e qual deve tentar sobreviver com ela em um campo de concentração. Mas, se analisarmos bem, ela não tinha alternativa, a situação toda já estava pré-definida pela história que engolia, dilacerava milhões de pessoas na II Guerra Mundial.





Ela sobrevive e vai morar nos EUA, perde filhos, pais, marido. Tudo. Conhece Nathan, esquizofrênico e encantador. São dois seres que escondem segredos um ao outro, mas são esses segredos e essas mentiras que fazem com que sobrevivam em meio à dor e sofrimento de suas vidas. E, então, aqui, vemos uma escolha, a escolha de sorrir e dançar sobre suas vidas dilaceradas. 



Não será assim, para conosco, simples mortais? Precisamos muitas vezes mentir, ou esconder nossas mais profundas dores, para assim, tentarmos sobreviver a elas e a nós mesmos?! E sendo assim, já não importa se a história é pré-definida, ou não. São as mazelas do caminho que nos transformam naquilo que agora somos, muitas vezes, esse aquilo está longe do que sonhamos, muitas vezes mais próximo. Porém o que fazer? Escolher sempre que possível: o sorriso.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio Olimpíadas 2016: Acreditar, rir ou chorar?

Euforia total: 2016 as olímpíadas são nossas!!!!

Já antecipo que haverão nossas modalidades de jogos nessa olimpíada, como: Guarda-guarda dinheiro na cueca, arremesso de sacos de dinheiro ao longe, quem tem mais na conta, quem superfatura melhor nas obras e por aí vai.
Sim, imaginem, para começar, serão disponibilizados 27 bilhões de reais. Que maravilha, que trenzinho da alegria. Ai meu Deus que loucura!! Ai que absurdo!!!!!, já diz, nossa louca amiga Narcisia.

E as comunidades carentes do Rio? Ah! isso não tem problemas é só escondê-las, como no Panamericano, que fica tudo bem.









E os 50 milhões de brasiljeiros que vivem na linha da pobreza. AAh!! isso, também, não é problema,  continuaremos usando nossos espelhos retorcidos e a realidade nos parecerá sempre distante, além de nossos lares e condomínios cercados.
E as olimpíadas não deveriam ser contra a fome, a miséria e ou a corrupção? Claro que não, se fosse contra isso, como que o pessoal continuaria a se eleger e a lutar por um Brasil melhor, um Brasil do futuro, aquele que um dia dará certo?!

Mas...lembrem... sempre tem um mas.....É preciso acreditar, mudança. Senão, nossa humanidade se apaga, ou já nasceu propositalmente apagada? Não sei, sou a dúvida e cada vez menos a resposta.  Não quero ser pessimista, mas está difícil encontrar o otimismo nas barbáries diárias. Acreditar.





Essa estranha mania de ter fé, mas fé em quê?