quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Fogos inerentes à alma


Que os verdadeiros fogos, inerentes à alma humana,
estejam sempre prontos a explodir....

Pois é, mais um ano se passou em nossas vidas. Gosto de não pensar como o calendário Gregroriano, ou seja, em dias, horas e minutos exatos. O ano, nada mais é do que um tempo, um espaço em que que a vida segue seu rumo. Sim, a vida é inexorável, ela e o tempo caminham de mãos dadas, juntos, transformam coisas ao seu redor, e isso inclui nossa raça humana. Nossa raça que ama e odeia, que constrói e destrói, que quer a paz e semeia a guerra. Seriam as inúmeras contradições pétreas à vida, e então de nada adiantaria esse discurso? Deixo aqui, essa questão aos meus caros leitores, sei que mais uma indagação, ainda mais, em fim de ano, provavelmente, não nos levará a lugar algum. Mas, será que estamos indo a algum lugar? E nossa raça teria um pouco ainda de vergonha na cara, poderia ela se olhar no espelho e dizer: sim, nós temos dignidade, nos temos humildade e estamos aqui para melhorar o planeta em que habitamos. Palavras, sentimentos, emoções, atos, inércia.

Onde se encontra a verdade, se é que ela existe. Porém, há coisas que sabemos instintivamente que são corretas, com a dignidade frente à vida, a bondade frente aos outros e por aí vai, são sentimentos, que apesar, de muitas vezes encontrarem-se escondidos ou adormecidos em algum lugar de nós mesmos, estão lá, sempre existiram e continuarão a reverberar em algum canto de nossos seres, seus nobres poderes.

Àqueles onde ainda pulsa o coração, viver com mais gentileza, bondade, humildade faz parte de suas vidas. São, exatamente esse pequenos atos, que transformam a qualidade do tempo em que passamos aqui na terra. Não gente, isso aqui não é o Jornal Aquarius, ou qualquer texto esotérico, ou de auto-ajuda, passamos bem longe disso tudo ok. Isto aqui são apenas palavras, um tanto diferentes, daquelas tão faladas em final de ano, muitas vezes, da boca para fora.

Até 2010, ou seja, até sexta.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dia 1º de Dezembro: Dia Mundial de Luta contra a Aids


Sejamos fortes, corajosos, unidos e solidários para
 que possamos ser chamados de seres-humanos.

Sejamos seres-humanos para que possamos ver que a luta
contra o precoceito deve ser sempre diária.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O homem é o lobo do próprio homem


Mais um fime catástrofe, haja cérebro, pipoca e refri para aguentar.

2012 é um filme de catástrofe de 2009, dirigido por Roland Emmerich e protagonizado por John Cusack. O roteiro foi escrito por Roland Emerich e Harald Kloser. O filme fala sobre o possível fim do mundo em 2012. Repleto de efeitos especiais e muita, mas muita ação, o telespectador nem possui tempo de realmente pensar em um suposto final dos tempos, mas sim, em observar uma busca frenética por aviôes e barcas, sim, barcas nos pontos altos do planeta são providenciadas pelos mais ricos, que obviamente são os que tem acesso a estes novos meios de transporte.

Mas, será que realmente precisamos de mais uma super-mega-produção-catástrofe? Não é só olharmos ao nosso redor e avistarmos os mais diversos absurdos pelo qual nosso planeta já vem passando: tornados, vendavais, tsunamis, terremotos, desgelo de ecosisitemas sensíveis e por aí vai. Já estamos sentindo o peso de nossos atos, pena que àqueles que mandam no mundo, que detém o poder e consequêntemente o dinheiro, estão cegos, imbuídos em apenas ganhar mais capital.


O Lobo insaciável


"O HOMEM É O LOBO DO PRÓPRIO HOMEM" Herman Hesse.
Estamos aos poucos comendo nossas próprias vísceras, a antropofagia anda cada vez mais à solta. Porém, nada é capaz de parar, ou diminuir o insaciável apetite humano pelo vil metal, e assim vamos caminhando para algum lugar vazio, desprovido de vida e amor. Então, já estaríamos nos círculos do inferno de Dante. Há saída?



Dante e Virgílio, no inferno, observando mais uma alma agonizante.

Não há muito a ser feito caros amigos e me desculpem o tom pessimista, a natureza e os homens não me deixam mentir, lembre-se: eles não desisitirão de faturar. Todavia, em sentido individual, pode-se praticar pequenos atos, que muito contribuem de modo geral e maior, como exemplo: limpar sempre as cacas de seu cachorro, quando se está na rua; separar o lixo; diminuir o tempo no banho; usar sacolas reciclavéis quando vamos ao supermercado; pensar no planeta como um todo, como um ser vivo. RECICLAR OS ATOS E NOSSAS VIDASANULAR a GANÂNCIA, o EGOÍSMO, para nunca nos tornarmos um deles. ACREDITAR. 



quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Barbie vira Amy, ou Amy vira Barbie?


A empresa Mattel, promete a boneca, nas lojas, até o final do ano.

Sim, você não está tendo uma viagem alucinógena, Amy Winehouse virou Barbie, ou será ao contrário?! Nossa velha conhecida, a Indústria Cultural, mais uma vez se apossou de elementos, até então adepta ao bem comum estabelecido e ao Status Cuo, disse sim ao irreverente, ao diferente. Aceitou, abraçou. Afinal, quando não se pode lutar contra um inimigo é melhor o mantermos por perto, para assim, vigiarmos seus passos. E tudo, obviamente, envolvendo, muito dinheiro. Também, não sejamos tão românticos. Poliana, também não, né!!

É impossível não ver Amy como uma estrela da nova década, sua voz faria sucesso em qualquer outro planeta, sem trocadilho. O interessante é ver a Barbie virar Amy, uma boneca tão certinha, tão American of Way, o que teria acontecido com ela, será que agora anda até usando drogas e bebendo por mais da conta? Em meu ponto de vista, isso parece tão paradoxal, pois vivemos tempos tão "caretas", por exemplo, não esqueçam que o cigarro, hoje, é visto quase como uma coisa do demônio, inaceitável, mas lembrem que Amy fuma o tempo todo. São tempos pós-modernos, esquizofrênicos. Talvez, não seja para entendermos, e sim, para sentirmos, vivermos.

Logoportanto, aceitamos esse presente que a Barbie nos traz, irreverência não faz mal a ninguém. Sim é pop, é consumo, é Indúsrtria Cultural, mas precisamos respirar liberdade de vez em quando, e também ajudar a Amy, não fará mal, pelo contrário, só nos beneficiará, quem sabe ela consiga, finalmente, gravar o tão esperado próximo albúm? E, nossos ouvidos, com certeza, muito agradecerão. Que venham mais Barbies Rock'n'Roll. Esses dias ouvi falar na Barbie da Debie Harry, ufa..., os ventos às vezes, podem soprar para o nosso lado, não? Por que só eles é que têm que se dar bem?!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

De que são feitos os sonhos?

Segundo dicionário:
O sonho é uma experiência que possui significados distintos se for ampliado um debate que envolva religião, ciência e cultura. Para a Ciência, é uma experiência de imaginação do inconsciente durante nosso período de sono. Recentemente, descobriu-se que até os bebês no útero têm sono REM (movimentos rápidos dos olhos) e sonham, não se sabe com o quê. Em diversas tradições culturais e religiosas o sonho aparece revestido de poderes premonitórios ou até mesmo de uma expansão da consciência.



Inperdível: Nosso querido Akira Kurosawa em Sonhos. Não viu ainda? Corra à locadora!
 


Segundo o autor e suas elucubrações mentais:
Para começar a discusar sobre um tema tão abrangente e fantástico é necessário sermos francos e diretos. Os sonhos para mim são ingógnitas, podem vir de muito longe, dos confins de nossas almas, ou podem ser mais rasos e virem de desejos mais latentes e visíveis.
Sonhar é humano, e é ao mesmo tempo divino, o mais próximo que chegaremos de Deus. Esse Deus que vos falo, nada tem em haver com o Deus cristão, etc. E, sim, com uma força maior que nossas humildes
vidas, poderia, então, chamar de força cósmica, força que une as formas de vida, ou qualquer coisa assim, mas, para simplificar, acabei deixando a palavra Deus, mas com essa conotação que tento lhes passar.



A ponte, mais uma vez de Akira.

Os sonhos referidos nesse pequeno ensaio, se referem aos sonhos que temos enquanto dormimos, e não àqueles que temos acordados, quase que diariamente, que envadem nossa mente e nos transportam para longe, para terras além, e que são muitas vezes, uma forma de nos mantermos serenos e vivos em meio à vida. Se bem que, se analisarmos esses dois tipos de sonhos, o acordado e o dormindo, em muitas vezes eles se encontram, se mesclam e se tornam seres híbridos, habitantes de nossas mentes e corpos.




Ele foi e sempre será a personificação do sonho: Salvador Dalí

Será que somos feitos daquilo que sonhamos? Você é o que sonha? Bom, essa pergunta um tanto retórica e abrangente, nem sempre é fácil de responder, muitas vezes, a vida se encarrega de nos afastar de nossos sonhos-acordados e então só nos resta os sonhos-dormindo, para assim, talvez, não explodirmos em um dia de fúria qualquer. Lembram desse filme? Um dia de fúria, em que um pacato cidadão acorda, digamos assim, um tanto sem paciência para o quê o mundo se tornou, e acaba explodindo em tudo e em todos, vale a pena assistir.

Voltando e concluindo:
Então, vemos que já não é mais possível distinguir entre os sonhos reais e os imagináveis, é quase como se estivéssemos semi-acordados, Zumbis?! Nâo cheguemos a tanto, não quero que ninguém corte os pulsos. A proposta aqui, é só divagar, colocar fantasmas para fora. Sim, é preciso continuar sonhando, acordado, dormindo, tanto faz. Essa ação, é uma de nossas formas de sobrevivência. Logoportanto, vamos nos manter vivos. Um olho aberto e o outro sonhando. Sempre!!! Afinal, os sonhos são feitos de nós mesmos.


Para terminar: Os famosos relógios derretidos de Salvador Dalí.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

FELICIDADE?.............

Pense nisso:

Nos dias de hoje, nossa felicidade anda tão pequena,
que cabe dentro de um Macdonald´s qualquer.
Fabiano Carvalho





sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Dias cosmopolitas em Porto Alegre

Realmente não temos do que nos queixar. Nesses dias tórridos que antecedem o verão, Porto Alegre está com uma programação bastante legal e diversificada; tem cinema, artes, livros e mais toda movimentação decorrente dos eventos. São pessoas de vários lugares que vêm ao encontro de nossa capital desfrutar dessa efervescência cultural, transformando Porto Alegre em uma cidade do mundo. Segue abaixo, alguns exemplos:



Sala P.F. Gastal apresenta clássicos de Hollywood de 1939



Programação vai até domingo

Depois de uma semana inteira dedicada ao Festival CineEsquemaNovo e seus filmes pouco convencionais, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro realiza uma mostra com seis clássicos do cinema narrativo hollywoodiano, todos produzidos em 1939 e que, portanto, comemoram em 2009 seu 70º aniversário de lançamento: No Tempo das Diligências (foto), O Morro dos Ventos Uivantes, Gunga Din, Beau Geste, Ninotchka e A Mulher Faz o Homem.

O ano de 1939 é considerado uma data histórica em Hollywood, por sua extraordinária safra de obras-primas, várias delas imortalizadas entre os grandes momentos do cinema no século XX. Além dos seis títulos reunidos na programação, também são de 1939 outras obras marcantes, como ...E o Vento Levou, O Mágico de Oz e Paraíso Infernal. Uma temporada que, segundo diferentes críticos e historiadores, a capital do cinema
jamais conseguiu superar.
Todos os filmes da mostra 1939 — O Ano de Ouro de Hollywood serão exibidos em DVD, com legendas em português.


Grade de horários

Sexta-feira, 30
15h — II Festival de Cinema Escolar (sessão fechada)
17h — Gunga Din
19h — Projeto Raros

Sábado, 31
15h — A Mulher Faz o Homem
17h — Beau Geste
19h — O Morro dos Ventos Uivantes

Domingo, 1º de novembro
15h — Gunga Din
17h — No Tempo das Diligências
19h — Ninotchka

Fonte: Clicrbs




Exposição 'Tempestade' mostra transformações climáticas

 Mostra revela mudanças climáticas:

A mostra Tempestade apresenta em Porto Alegre projeções de vídeos e fotografias que expressam o estranhamento do homem diante das transformações climáticas que assolam o mundo.


O inglês Simon Faithfull, o alemão Michael Sailstorfer, o americano Reynold Reynolds, e os brasileiros Laura Vinci e Paulo Climachauska são alguns dos artistas que participam da exposição, que estreia no Sul no dia 21 de outubro.

Fonte: Portal Terra


O evento, realizado na Usina do Gasômetro, reúne obras de 14 artistas de 11 nacionalidades distintas. Acontece de 22 de outubrro a 20 de dezembro, de terça a domingo, das 9h às 21:00h, com entrada franca.




 

7ª Bienal do Mercosul



De 16 de outubro a 29 de novembro


Porto Alegre/RS


Horários
De terça a domingo
Das 09:00 as 21:00 horas


Entrada Franca


Locais e endereços:
Armazéns do Cais do Porto
Av. Mauá, 1050 (entrada A3 e A4) - Centro


Santander Cultural
Rua Sete de Setembro, 1028 - Centro


MARGS – Museu de Artes do Rio Grande do Sul
Praça da Alfândega, s/nº - Centro

Maiores informações no site: http://www.bienalmercosul.art.br








 2ª Bienal B                                            

Bienal B - 2ª edição, em Porto Alegre, com exposições simultâneas de artistas plásticos regionais, no período de setembro a dezembro de 2009.




Maiores informações no site: http://www.bienalb.org/2009




55ª Feira do Livro            Horário de funcionamento: a partir das 9h30min, na Área Infantil e Juvenil, e a partir das 12h30min, na área Adulto. As atividades se encerram às 21h, podendo ser prorrogadas até 22h, a critério da Comissão Organizadora.

O Balcão de Informações da Feira do Livro está situado na área central da Praça da Alfândega. Além de distribuir material sobre o evento, a equipe está preparada para dar orientações e tirar dúvidas. Um posto de informações também está disponível no Cais do Porto.


■Praça da Alfândega
■Cais do Porto (Avenida Mauá, altura da Praça da Alfândega)
■Avenida Sepúlveda
■Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Rua dos Andradas, 1.223)
■Memorial do Rio Grande do Sul (Praça da Alfândega, s/nº)
■Santander Cultural (Praça da Alfândega, s/nº) 

Maiores informações no site: http://www.feiradolivro-poa.com.br/






quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Conversas com Almodóvar



Quem já viu algum filme de Pedro Almodóvar, dificilmente esquecerá. O mais conhecido "Mulheres à Beira de Ataque de Nervos", filme-ícone dos anos 80, o trouxe ao holofotes da mídia, já o filme "Tudo Sobre Minha Mãe" o consagrou definitivamente, levando-o ao Oscar e inúmeros festivais ao redor do mundo. Mas, se pudéssemos penetrar pelo menos um pouco em sua mente para entender o processo criativo desse mago espanhol, seria realmente fantástico, contudo, caros amigos, isso já é possível, através do livro "Conversas com Almodóvar" de Frederic Strauss, à venda no Brasil pela Editora Zahar.
O livro vai desvendando o universo Almodovariano nos últimos 20 anos, através de conversas de Frederic com o cineasta. Muito bem organizado, onde os capítulos são separados por filme, começando com "Pepi, Luci e Outras Garotas de Montão" até "Volver", com a belissíma Penélope Cruz. A cada capítulo, somos agraciados com detalhes do roteiro, produção, edição, distribuição e tudo mais.








É um verdadeiro mergulho na mente de Almodóvar. Descobrimos o porquê do uso de tantas cores, de imagens santas, de narrativas muitas vezes absurdas, de músicas dramáticas e roteiros inusitados em seus filmes, além de compreender sua infância, juventude e educação. Temos, então, uma mistura de biografia com obra, onde o resultado é saborosamente único.

Se você tem paixão por cinema e pela vida, não deixe-o de ler.



"Afinal, o essencial é isso: sobreviver e manter a paixão"
Pedro Almodóvar

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A ROUPA LIBERTA!!

A moda está intrinsicamente ligada ao tempo da História em que ela se desenvolve. Obviamente, de acordo com os recursos inerentes a cada sociedade em que atua. Mas, sempre esteve presente em todas as culturas, seja da forma mais rebuscada à simples. O ser humano é um ser de nascença narcisista, não há como negar isso. Depois, que descobrimos o espelho e nosssas faces refletidas nele, o mundo não seria o mesmo. Digo isso em relação à moda ocidental tradicional, pois há inúneras culturas que nunca viram um espelho, todavia, mesmo assim, se descobrem através do olhar alheio, é o exemplo abaixo:



Sim isso é moda, é atitude.
Através do enfeites conta-se a História da tribo.



Nâo esqueçamos da Idade Média e seus "adornos".





Os olhos, que aperecem sempre pintados nas obras egípcias antigas, eram usados para diminuir a intensidade do reflexo da luz do sol no olho humano. Aqui, é a praticidade que vem de encontro à moda.



Para os Indianos a moda é elemento obrigatório em seu dia-a-dia.
 O que para nós, ocidentais, pode paracer excesso, para eles é forma de expressão.



Simplesmente linda!



Moda e Guerra: Samurai Japonês.






 A incomparável Chanel e seu olhar visionário para moda, início do século 20. 



A mulher para Chanel é igual ao homem, logo, possui os mesmos direitos. Isso se reflete nas mulheres que Chanel vestia, com calças e acessórios maculinos. É o início do movimento feminista.




Moda e cultura Pop nos anos 2009.
Camiseta com imagens de filme clássico dos anos 80 - Blade Runner.
Podemos, literalmente, vestir nossos ìdolos e referências, construindo assim, nossas características individuais e ao mesmo tempo coletivas.


Bem, tudo acima, foi um pequeno apanhado, desordenado, da munda no mundo. Busquei dar alguns exemplos de quanto fomos e somos diversificados e isso, logo, se espelha no modo de nos vestirmos e atuarmos na sociedade.
Porém, temos algo em comum: nossa RAÇA, que é HUMANA, não há divisão racial, pois a raça é UNA, o que muda é apenas as referências, as culturas locais, o resto é HUMANIDADE E RESPEITO. Para que a roupa LIBERTE mesmo, é preciso saber disso!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Diretos Humanos são de graça



4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

O desafio foi lançado em dezembro de 2006: celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos por meio da voz, luz, magia e movimentos do cinema.
Foram quatro cidades naquele ano. Passamos a oito em 2007, a doze em 2008. E a 4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul estende-se a dezesseis capitais em 2009, renovando mais uma vez a proposta de combinar a arte libertadora de Chaplin, Eisenstein e Glauber Rocha com o sonho da igualdade na diversidade.
A bandeira da inclusão segue presente na 4ª Mostra. Todas as sessões são gratuitas e mesmo os filmes brasileiros apresentam legendas para que possam ser acompanhados por pessoas com deficiência auditiva. Todas as salas de exibição são adaptadas para cadeirantes e cada cidade exibirá mais de uma sessão com áudio-descrição, recurso de acessibilidade destinado a pessoas com deficiência visual.
A 4ª Mostra é uma realização da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com patrocínio da Petrobras e produção da Cinemateca Brasileira, contando com apoio do SESC/SP, da TV Brasil e do Ministério das Relações Exteriores.
(Resenha retirada do site oficial do evento, http://www.cinedireitoshumanos.org.br)

Em Porto Alegre, a mostra será no Cine Santander Cultural, de 08 a 16/10.
Rua 7 de Setembro, 1.028, Centro - (51) 3287-5718.

Segue abaixo a programação, maiores detalhes sobre cada filme é com vocês pessoal, procurem, vasculhem a Internet e acharão. Essa é uma grande oportunidade para ficarmos mais próximos de nossas realidades e a partir daí as repensarmos. 

08/10 - quinta


20h – Sessão de Abertura
O CAVALEIRO NEGRO - Ulf Hultberg, Åsa Faringer (Suécia / México / Dinamarca, 95min, 2007, fic)
Classificação indicativa: 14 anos


09/10 - sexta
15h
NUNCA MAIS!!! COCHABAMBA, 11 DE JANEIRO DE 2007 - Roberto Alem (Bolívia, 52 min, 2007, doc)
DAYUMA NUNCA MAIS - Roberto Aguirre Andrade (Equador, 30 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: livre


17h
SENTIDOS À FLOR DA PELE - Evaldo Mocarzel (Brasil, 80 min, 2008, doc)
PUGILE - Danilo Solferini (Brasil, 21 min, 2007, fic)
Classificação indicativa: livre


19h
UNIDADE 25 - Alejo Hojiman (Argentina / Espanha, 90 min, 2008, doc)
COCAIS, A CIDADE REINVENTADA - Inês Cardoso (Brasil, 15 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 16 anos


10/10 - sábado
13h
TRAGO COMIGO – Parte 1 (capítulos 1 e 2) - Tata Amaral (Brasil, 96 min, 2009, doc/fic)
Classificação indicativa: 16 anos


15h
TRAGO COMIGO – Parte 2 (capítulos 3 e 4) - Tata Amaral (Brasil, 96 min, 2009, doc/fic)
Classificação indicativa: 16 anos


17h
DEVOÇÃO - Sergio Sanz (Brasil, 85 min, 2008, doc)
PHEDRA - Claudia Priscilla (Brasil, 13 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 12 anos


19h
CORUMBIARA - Vincent Carelli (Brasil, 117 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: livre


11/10 - domingo
13h
O REALISMO SOCIALISTA - Raúl Ruiz (Chile, 52 min, 1973, fic/doc)
AGARRANDO PUEBLO (OS VAMPIROS DA MISÉRIA) - Carlos Mayolo, Luis Ospina (Colômbia, 28 min, 1978, fic)
Classificação indicativa: 16 anos


15h
HISTÓRIAS DE DIREITOS HUMANOS – vários diretores (diversos países, 84 min, 2008, fic/doc)
Classificação indicativa: 16 anos


17h
BAGATELA – A NECESSIDADE TEM CARA DE CACHORRO - Jorge Caballero (Colômbia / Espanha, 74 min, 2008, doc)
MENINO ARANHA - Mariana Lacerda (Brasil, 13 min, 2008, doc)
MENINOS - Gonzalo Rodríguez Fábregas (Uruguai, 14 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 12 anos


19h
GARAPA - José Padilha (Brasil, 110 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 12 anos


13/10 - terça
10h30
MOKOI TEKOA PETEI JEGUATÁ – DUAS ALDEIAS, UMA CAMINHADA – Arial Duarte Ortega, Germano Beñites, Jorge Morinico (Brasil, 63 min, 2008, doc)
DE VOLTA À TERRA BOA - Mari Corrêa, Vincent Carelli (Brasil, 21 min, 2008, doc)
PRÎARA JÕ, DEPOIS DO OVO, A GUERRA - Komoi Paraná (Brasil, 15 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: livre


15h – Audiodescrição
O SIGNO DA CIDADE - Carlos Alberto Riccelli (Brasil, 96 min, 2007, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual
Classificação indicativa: 16 anos


17h
CRUELDADE MORTAL - Luiz Paulino dos Santos (Brasil, 92 min, 1976, fic)
ESTRELA DE OITO PONTAS - Fernando Diniz e Marcos Magalhães (Brasil, 12 min, 1996, fic/ani)
Classificação indicativa: 16 anos


19h
TAMBORES DE ÁGUA: UM ENCONTRO ANCESTRAL - Clarissa Duque (Venezuela/ Camarões, 75 min, 2008, doc)
ALÉM DE CAFÉ, PETRÓLEO E DIAMANTES - Marcelo Trotta (Brasil, 15 min, 2007, doc)
TARABATARA - Julia Zakia (Brasil, 23 min, 2007, doc)
Classificação indicativa: livre


14/10 - quarta
10h30
TAMBÉM SOMOS IRMÃOS - José Carlos Burle (Brasil, 85 min, 1949, fic)
Classificação indicativa: livre


15h
MOKOI TEKOA PETEI JEGUATÁ – DUAS ALDEIAS, UMA CAMINHADA – Arial Duarte Ortega, Germano Beñites, Jorge Morinico (Brasil, 63 min, 2008, doc)
DE VOLTA À TERRA BOA - Mari Corrêa, Vincent Carelli (Brasil, 21 min, 2008, doc)
PRÎARA JÕ, DEPOIS DO OVO, A GUERRA - Komoi Paraná (Brasil, 15 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: livre


17h
ESSE HOMEM VAI MORRER - UM FAROESTE CABOCLO - Emilio Gallo (Brasil, 75 min, 2008, doc)
CONTRA-CORRENTE - Agostina Guala (Argentina, 9 min, 2008, fic)
PARTIDA - Marcelo Martinessi (Paraguai, 14 min, 2008, fic)
Classificação indicativa: 16 anos


19h – Audiodescrição
NÃO CONTE A NINGUÉM - Francisco J. Lombardi (Peru / Espanha, 120 min, 1998, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual
Classificação indicativa: 18 anos


15/10 - quinta
10h30
SENTIDOS À FLOR DA PELE - Evaldo Mocarzel (Brasil, 80 min, 2008, doc)
PUGILE - Danilo Solferini (Brasil, 21 min, 2007, fic)
Classificação indicativa: livre


15h
À MARGEM DO LIXO - Evaldo Mocarzel (Brasil, 84 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: livre


17h
O SIGNO DA CIDADE - Carlos Alberto Riccelli (Brasil, 96 min, 2008, fic)
OS SAPATOS DE ARISTEU - René Guerra (Brasil, 17 min, 2008, fic)
Classificação indicativa: 16 anos


19h
PRO DIA NASCER FELIZ - João Jardim (Brasil, 88 min, 2006, doc)
Classificação indicativa: livre


16/10 - sexta
15h
YÃKWÁ, O BANQUETE DOS ESPÍRITOS - Virgínia Valadão (Brasil, 54 min, 1995, doc)
A ARCA DOS ZO’É - Dominique Tilkin Gallois, Vincent Carelli (Brasil, 22 min, 1993, doc)
O ESPÍRITO DA TV - Vincent Carelli (Brasil, 18 min, 1990, doc)
Classificação indicativa: livre


17h
TAMBÉM SOMOS IRMÃOS - José Carlos Burle (Brasil, 85 min, 1949, fic)
Classificação indicativa: livre


19h
ENTRE A LUZ E A SOMBRA - Luciana Burlamaqui (Brasil, 150 min, 2007, doc)
Classificação indicativa: 16 anos





Não poderia deixar aqui uma imagem, daquela que foi
a maior defensora dos Diretos Humanos em nosso continente, a eterna "La negra".

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A Escolha de Sofia?






Depois de muitos anos sem ver A Escolha de Sofia, fui agraciado, ontem, pela TV Futura, com esta obra-prima e todo seu esplendor me veio à mente com novas perguntas e inquietações. Sofia tinha mesmo escolhas? Ou, seu destino já fora traçado, de alguma forma, pelos atos acontecidos ao seu redor? Esse não é o a grande questão que envolve nossa humanidade? O livre-arbítrio existe? Ou somos compelidos a apeneas exercer aquilo em que o meio ao nosso redor nos destina? Perguntas difíceis e muitas vezes sem respostas simples.

Simples são escolhas básicas de nosso dia-a-dia: pasta de dente, roupa, comida, carro, conversa, amizade, colegas de trabalho, família e, mesmo assim, aqui, já podemos ver que as coisas nem sempre são como gostaríamos que fossem. É importante, também, refletir sobre àqueles que não tem acesso a estes bens ou relações. Suas vidas, logo, se transformam em um mar de incertezas e a única escolha que têm é o próximo prato de comida. Mas, voltemos a Sofia.

Sofia tem a pior escolha que uma mãe poderia fazer: optar qual de seus filhos deve morrer e qual deve tentar sobreviver com ela em um campo de concentração. Mas, se analisarmos bem, ela não tinha alternativa, a situação toda já estava pré-definida pela história que engolia, dilacerava milhões de pessoas na II Guerra Mundial.





Ela sobrevive e vai morar nos EUA, perde filhos, pais, marido. Tudo. Conhece Nathan, esquizofrênico e encantador. São dois seres que escondem segredos um ao outro, mas são esses segredos e essas mentiras que fazem com que sobrevivam em meio à dor e sofrimento de suas vidas. E, então, aqui, vemos uma escolha, a escolha de sorrir e dançar sobre suas vidas dilaceradas. 



Não será assim, para conosco, simples mortais? Precisamos muitas vezes mentir, ou esconder nossas mais profundas dores, para assim, tentarmos sobreviver a elas e a nós mesmos?! E sendo assim, já não importa se a história é pré-definida, ou não. São as mazelas do caminho que nos transformam naquilo que agora somos, muitas vezes, esse aquilo está longe do que sonhamos, muitas vezes mais próximo. Porém o que fazer? Escolher sempre que possível: o sorriso.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio Olimpíadas 2016: Acreditar, rir ou chorar?

Euforia total: 2016 as olímpíadas são nossas!!!!

Já antecipo que haverão nossas modalidades de jogos nessa olimpíada, como: Guarda-guarda dinheiro na cueca, arremesso de sacos de dinheiro ao longe, quem tem mais na conta, quem superfatura melhor nas obras e por aí vai.
Sim, imaginem, para começar, serão disponibilizados 27 bilhões de reais. Que maravilha, que trenzinho da alegria. Ai meu Deus que loucura!! Ai que absurdo!!!!!, já diz, nossa louca amiga Narcisia.

E as comunidades carentes do Rio? Ah! isso não tem problemas é só escondê-las, como no Panamericano, que fica tudo bem.









E os 50 milhões de brasiljeiros que vivem na linha da pobreza. AAh!! isso, também, não é problema,  continuaremos usando nossos espelhos retorcidos e a realidade nos parecerá sempre distante, além de nossos lares e condomínios cercados.
E as olimpíadas não deveriam ser contra a fome, a miséria e ou a corrupção? Claro que não, se fosse contra isso, como que o pessoal continuaria a se eleger e a lutar por um Brasil melhor, um Brasil do futuro, aquele que um dia dará certo?!

Mas...lembrem... sempre tem um mas.....É preciso acreditar, mudança. Senão, nossa humanidade se apaga, ou já nasceu propositalmente apagada? Não sei, sou a dúvida e cada vez menos a resposta.  Não quero ser pessimista, mas está difícil encontrar o otimismo nas barbáries diárias. Acreditar.





Essa estranha mania de ter fé, mas fé em quê?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

David Cronemberg fará remake de A Mosca!


Sim, ela não é bonita, mas quem disse que deveria de ser?!



Lembram, meus caros amigos?! A Mosca, filme clássico de 1986, onde por um acidente, cientista acabava se tranformando em uma mosca gigante, mas com um coração? Pois é, o remake já está em fase de produção e ninguém menos do que David Cronenberg, mesmo diretor do filme original, assumiu a produção e Nicolas Cage é cotado para viver o terrível cientista-mosca.

No filme, temos uma mistura do clássico O Médico e o Mostro com as gosmas da famosa série de filmes Alien. Por mim, tudo bem, misturar pode dar certo e nesse caso, só veio acrescentar à história, que olhada mais de perto conta a famosa luta entre o bem e o mal interiores, mas que em meu ponto de vista, não devemos encarar isso como uma luta e sim, uma convivência mútua, onde é necessário achar o ponto de convergência entre esses dois lados, uma vez que eles jamais deixarão de existir, pois são inerentes à alma humana.

Então, a dica é a seguinte: deixar todos nossas moscas, nossos bichos e monstros interiores, de vez em quando tomar um sol, para que eles não se virem contra nós mesmos. Olé, que venha A Mosca e outros tantos!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

De perto ninguém é normal!

Estava navegando na rede, quando me deparei com as seguintes manchetes, as quais, me fizeram refletir sobre a frase acima.

The Mamas & The Papas: Lider Injetava heroína e fazia sexo com filha
Obs: Ele injetava heroína em si mesmo e na filha, conta a própria filha, Mackenzie Phillips, além de praticar sexo. Phillips, está lançando um livro, contando os detalhes dessa sórdida relação e pedindo ao mundo para perdoar seu pai, pois ele era um homem bom, todavia viciado etc.


Mackenzie Phillips


Anna Nicole Smith teria tido caso com sua psiquiatra
"A modelo e ex-coelhinha da Playboy Anna Nicole Smith, morta em 8 de fevereiro de 2007 após um overdose de remédios, teria tido um envolvimento amoroso com sua psiquiatra". Há fotos e filmagens demosntando os tais atos, inclusive a psiquiatra está sendo investigada por causa da morte de Nicole. Sim, esta era a garota que casou com o bilionário de 90 anos, que obviamente veio a falecer em seguida; depois, lutou muito por seu quinhão na herança, acabou obtendo US$ 80 milhões, para em seguida acabar morrendo de overdose. Tudo isso, em meio a uma vida repleta de amantes, tumultos e intrigas, como um filme de Hollywood, porém com final triste.



Anna Nicole Smith


Não gente, este blog não se tornou mais um blog de fofocas, apenas foram histórias que me fizeram refletir, e cada vez mais entender, ou tentar entender, que a vida é paradoxal, bela, triste, amedrontatora, efêmera e por aí vai. Alguém arisca em dizer que conhece o ser humano a seu lado, eu não arrisco!! Mal, comecei a conhecer-me, imagine os outros! Não sabemos o surto e ou o susto que o amanhã nos reserva, logoportanto, não temos controle sobre nossas vidas e atos, quem dera tivêssemos, poderíamos ser, então, os diretores, atores e produtores de nossos próprios filmes, escolhendo os roteiros, tempos, falas e principalmente os finais, háaaa, os finais, seriam somente de nossos agrados. Mas, sempre tem um mas.

Mas, somos apenas humanos, imbuídos em seguir em frente, independentemente de gostar, ou não do roteiro, dos personagens e do final. Então, que aceitemos e vivamos nossas humildes existências finitas, mas que essas existências sejam duradouras e infinitas em sua plenitude dos instantes em que ocorram, para que assim, possamos ser, pelo memos, bons atores.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Um casal arquetipicamente correto...



... basta olhar mais atentamente para os dois, nessa foto, por exemplo, a mãe - Madonna agarrada a seu rebento Jesus, de forma carinhosa e não erotizada. Ambos com roupas sóbrias, ele carregando um crucifixo no pescoço. Há imagem mais perfeita de dois arquétipos poderosos, Madonna e Jesus. Sim,  juntos nos dias de hoje, caminhando pelas ruas, eles estão vivos!!  Acredito que a escolha de Madonna não foi em vão, foi diretamente ao alvo, digamos, que mais uma vez, ela soube conduzir a situação a seu favor. Há milhões de garotos a serem escolhidos, porém foi logo por este, que seu coração bateu mais forte, será mesmo?! Depois, de abandonada por Guy Richie, pela instituição do casamento, que até então ele representava, haveria algo melhor do que encontrar Jesus, de tê-lo por perto, em seu braços?! A busca pela santificação, pelo religioso, pelo que está acima de nossas cabeças, sempre foi uma de suas metas e, agora, ela parece retornar a esse caminho.


Já vimos essa imagem antes, onde? Pietá de Michelangelo, Madonna com seu filho Jesus desfalecido em seus braços. Dor, sofrimento e beleza constituem essa belíssima escultura, que há séculos seduz ohares no mundo todo, sim, porque Pietá já é objeto de consumo, a encontramos nas mais diversas formas: camisetas, xícaras, réplicas, canetas, quadros etc. Isso, mais uma vez, vem confirmar o poder desse mito que vira arquétipo no inconsciente coletivo.
Tudo isso parece "viagem", mas pessoal, as coisas realmente funcionam dessa forma, para chegar onde chegou, tudo e qualquer coisa em sua vida é pensada e analisada minuciosamente. Madonna estuda mitologia, arquetipologia e semiótica há tempos e mais recentemente, Kaballaa, nada é em vão, as informações encontradas são diretamente projetadas em sua vida pessoal e artística. Pontos a ela, pois alguém que chega em Nova York com US$ 30,00 e hoje possui um império, não me parece nem um pouco ingênua. Óbvio que muita água rolou nesse caminho e muitos Jesuzes ela teve em seus colos, mas aí já é outra história, é quando ela, Madonna, se transforma na prostituta Madalena.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Furacão: Frida kahlo


Muitos já devem ter ouvido falar em Frida Kahlo, alguns nunca, todavia, independente disto, deixarei por aqui algumas palavras a seu respeito, uma vez que a admiro imensamente. Frida foi um furacão que passou pela terra, viveu por apenas 47 anos, 1907-1954, mas, deixou para nós, simples mortais, um grande legado em sua obra, um grande questionamento sobre nossas existências e principalmente uma visão inquestionável sobre a dor e o sofrimento humano.
 Vou tentar ser sintético ao máximo, pois sua biografia é bastante intensa e rica. Magdalena Carmen Frieda Kahlo Calderón, nasceu em 06 de julho de 1907 em Coyoacán, o que mais tarde viria a ser um subúrbio da Cidade do México. Terceira das quatro filhas de Matilde e Guilhermo Kahlo. Aos seis anos, sofreu de poliomielite, o que resultou em um atrofiamento e deformamento de seu pé e perna esquerda para sempre. Seu apelido na adolescência era "Frida da perna de pau", obviamente acarretando a ela grande mágoa e ressentimentos. Seu pai, fotógrafo, ensinou-lhe a usar a máquina fotográfica, a revelar, a retocar e colorir fotografias, experiências que seriam, mais tarde, úteis em sua pintura. Até 1925 os seus dotes artísiticos tinham apenas sido encorajados por Fernando Fernández, um amigo de seu pai que a ensinou a desenhar, mas nada muito aprofundado.
Antes de 1925, Frida estudava para ser Médica, na Escola Nacional preparatória do México, entretanto, setembro de 1925, mas precisamente no dia 17, sua vida se transformaria radicalmente. Nesse dia, juntamente com seu namorado Alejandro Goméz, sofreu um acidente, no qual o automóvel em que se encontrava, bateu em um bonde elétrico, vários mortos e feridos, entre eles, Frida, que teve a coluna perfurada por um ferro. Bem, a partir daqui, sua vida jamais seria a mesma, seu estado crítico de saúde, a obrigava a permanecer com colete de gesso por inúmeros meses. Foi, então, que Frida começou a pintar deitada, e para ter o que a inspirasse incialmente, pediu para colocar um espelho no teto da cama, assim, começou sua obra, pintando a si mesma, pois não enxergava muito além dissso. Certa vez, disse: "Pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o tema que conheço melhor." e eu, humildemente, acrescentaria a suas palavras: e porque não havia outra escolha.




Foram inúmeras "internações" domiciliares, onde sua vida, muitas vezes, resumira-se a cama, ao quarto e a uma janela e inversamente proporcional a essa dor toda, ela produzia sua arte.
Agora, falando um pouco em amor, sim ela os teve, seu maior fora Diego Rivera, artista muralista e famoso na época. Com ele teve inúmeras idas e vindas, tiveram três filhos, que Frida perdeu antes de nascerrem, devido seu infantilismo nos ovários. Também, foi com Diego, que conheceu a dupla traição, visto que ele se relacionara amorosamente com sua irmã.


Frida se envolveu com outros homens e, também, com mulheres, mas tudo isso, ocorria, quando podia ter uma vida "normal", longe da cama. O que resume bastente sua obra está nas seguintes palavras: "De modo a exprimir as suas ideias e sentimentos, Frida Kahlo, desenvolveu uma linguagem pictória um vocabulário e sintaxe próprios. Usou símbolos que, uma vez decodificados, nos permitem ter um conhecimento profundo sobre a sua obra e as circusntâncias que presidiram à sua criação." (Andrea Ketternmannn, Kahlo, Editora Paisagem).
E, então, para finalizar, sofreu anda mais um pouco, em 1951, fez mais sete cirurgias nas costas, ficou o ano todo no hospital, em 1953 teve a perna amputada até o joelho e em 1954, já fraca e convalescendo de seu estado de saúde delicado, contrai pneumonia e morrre.




Bom, após toda essa História, o mínimo que podemos entender é que Frida, foi: um furacão, um ser dotado de vida, apesar de toda dor ao seu redor, uma tempestade maravilhosa que passou pela terra e deixou uma obra ímpar, que vale a pena ser decifrada. Sim, muitos, podem não gostar de sua obra, pois há imagens terrivelmente fortes, muitas vezes aparentemente grotescas, mas, após entendermos melhor sua vida, começamos a compreender e até mesmo ver sua obra com outros olhos.


O que não vira Indústria Cultural?


Coloquei apenas algumas obras, para termos uma base de seu trabalho, porém, sugiro uma vasculhada mais detalhada pela rede (Google/Imagens), em livros, publicações, ou até mesmo no filme com Salma Hayek, no papel de Frida, IMPERDÍVEL.