quarta-feira, 13 de julho de 2011

Escolher é uma escolha?

A Escolha de Sofia





Depois de muitos anos sem ver A Escolha de Sofia, fui agraciado, ontem, pela TV Futura, com esta obra-prima e todo seu esplendor me veio à mente com novas perguntas e inquietações. Sofia tinha mesmo escolhas? Ou, seu destino já fora traçado, de alguma forma, pelos atos acontecidos ao seu redor? Esse não é o a grande questão que envolve nossa humanidade? O livre-arbítrio existe? Ou somos compelidos a apenas exercer aquilo em que o meio ao nosso redor nos destina? Perguntas difíceis e muitas vezes sem respostas simples.

Simples são escolhas básicas de nosso dia-a-dia: pasta de dente, roupa, comida, carro, conversa, amizade, colegas de trabalho, família e, mesmo assim, aqui, já podemos ver que as coisas nem sempre são como gostaríamos que fossem. É importante, também, refletir sobre àqueles que não tem acesso a estes bens ou relações. Suas vidas, logo, se transformam em um mar de incertezas e a única escolha que têm é o próximo prato de comida. Mas, voltemos à Sofia.

Sofia tem a pior escolha que uma mãe poderia fazer: optar qual de seus filhos deve morrer e qual deve tentar sobreviver com ela em um campo de concentração. Mas, se analisarmos bem, ela não tinha alternativa, a situação toda já estava pré-definida pela história que engolia, dilacerava milhões de pessoas na II Guerra Mundial.




Ela sobrevive e vai morar nos EUA, perde filhos, pais, marido. Tudo. Conhece Nathan, esquizofrênico e encantador. São dois seres que escondem segredos um ao outro, mas são esses segredos e essas mentiras que fazem com que sobrevivam em meio à dor e sofrimento de suas vidas. E, então, aqui, vemos uma escolha, a escolha de sorrir e dançar sobre suas vidas dilaceradas.


Não será assim, para conosco, simples mortais? Precisamos muitas vezes mentir, ou esconder nossas mais profundas dores, para tentarmos sobreviver a elas e a nós mesmos?! E sendo dessa forma, já não importa se a história é pré-definida, ou não. São as mazelas do caminho que nos transformam naquilo que agora somos, muitas vezes, esse aquilo está longe do que sonhamos, muitas vezes mais próximo. Porém, o que fazer?
Escolher sempre que possível: um sorriso sincero e humilde.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Deuses Mortais



Deus está morto!?
Um amigo chamado Nietzsche me contou, mas,
paradoxalmente, pego-me a procurá-lo:
em gavetas, atrás de portas, embaixo de camas.
Contudo, só encontro Clarice no corredor.
Porém, ou outro amigo, Caio, disse-me que persistir sem fé é preciso,
mesmo que, como Oscar em uma prisão; ou ainda, como Virgínia,
com uma corda entrelaçada ao pescoço.
E, então, passo-me a perguntar: onde estarás!? 
Se verdadeiros Deuses, ilustres como esses, também,
perpetuaram a mesma pergunta.
O que deixar a nós, simples mortais?


Não se preocupem, o rivotril está em dia!!!
Logoportanto, tais palavras, são apenas divagações,
em um dia em que frio se instala em nossos corpos
e não há cobertor que os esquente.