O sonho é uma experiência que possui significados distintos se for ampliado um debate que envolva religião, ciência e cultura. Para a Ciência, é uma experiência de imaginação do inconsciente durante nosso período de sono. Recentemente, descobriu-se que até os bebês no útero têm sono REM (movimentos rápidos dos olhos) e sonham, não se sabe com o quê. Em diversas tradições culturais e religiosas o sonho aparece revestido de poderes premonitórios ou até mesmo de uma expansão da consciência.
Inperdível: Nosso querido Akira Kurosawa em Sonhos. Não viu ainda? Corra à locadora!
Segundo o autor e suas elucubrações mentais:
Para começar a discusar sobre um tema tão abrangente e fantástico é necessário sermos francos e diretos. Os sonhos para mim são ingógnitas, podem vir de muito longe, dos confins de nossas almas, ou podem ser mais rasos e virem de desejos mais latentes e visíveis.
Sonhar é humano, e é ao mesmo tempo divino, o mais próximo que chegaremos de Deus. Esse Deus que vos falo, nada tem em haver com o Deus cristão, etc. E, sim, com uma força maior que nossas humildes
vidas, poderia, então, chamar de força cósmica, força que une as formas de vida, ou qualquer coisa assim, mas, para simplificar, acabei deixando a palavra Deus, mas com essa conotação que tento lhes passar.
A ponte, mais uma vez de Akira.
Os sonhos referidos nesse pequeno ensaio, se referem aos sonhos que temos enquanto dormimos, e não àqueles que temos acordados, quase que diariamente, que envadem nossa mente e nos transportam para longe, para terras além, e que são muitas vezes, uma forma de nos mantermos serenos e vivos em meio à vida. Se bem que, se analisarmos esses dois tipos de sonhos, o acordado e o dormindo, em muitas vezes eles se encontram, se mesclam e se tornam seres híbridos, habitantes de nossas mentes e corpos.
Ele foi e sempre será a personificação do sonho: Salvador Dalí
Será que somos feitos daquilo que sonhamos? Você é o que sonha? Bom, essa pergunta um tanto retórica e abrangente, nem sempre é fácil de responder, muitas vezes, a vida se encarrega de nos afastar de nossos sonhos-acordados e então só nos resta os sonhos-dormindo, para assim, talvez, não explodirmos em um dia de fúria qualquer. Lembram desse filme? Um dia de fúria, em que um pacato cidadão acorda, digamos assim, um tanto sem paciência para o quê o mundo se tornou, e acaba explodindo em tudo e em todos, vale a pena assistir.
Voltando e concluindo:
Então, vemos que já não é mais possível distinguir entre os sonhos reais e os imagináveis, é quase como se estivéssemos semi-acordados, Zumbis?! Nâo cheguemos a tanto, não quero que ninguém corte os pulsos. A proposta aqui, é só divagar, colocar fantasmas para fora. Sim, é preciso continuar sonhando, acordado, dormindo, tanto faz. Essa ação, é uma de nossas formas de sobrevivência. Logoportanto, vamos nos manter vivos. Um olho aberto e o outro sonhando. Sempre!!! Afinal, os sonhos são feitos de nós mesmos.
Para terminar: Os famosos relógios derretidos de Salvador Dalí.






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