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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Música para o amor e a dor

Ouça essa:

"Subi em cima da mesa, dizendo: seu moço, traz mais uma gelada que a nega aqui, hoje, teve alforria..."  Roupa do Corpo

E, então, legal não!! É letra e música de um guri daqui de Porto Alegre, mas que já foi morar em sampa, em busca de seu lugar, pois todos sabemos que aqui a carroça é lenta. Agora, só nos resta esperar por um show aqui.



Seu nome, Felipe Catto, 23 anos, compositor e cantor. Suas interpretações são dramáticas, intensas e extremamente apaixonantes. Personagens boêmios habitam suas canções, derramando todas suas angustias, belezas, tristezas e alegrias. E, sem contar que sua voz de contratenor, extremamente rara no mundo, é algo a parte.

E para fechar, vale a pena dar uma olhada em sue site, http://filipecatto.com.br/  lá, pode-se baixar seu CD, Saga, gratuitamente, e ver alguns vídeos. Legal, não? Nota-se, que o cara tem visão de mercado,  disponibilizando suas músicas na rede. Não há mais como fugir do virtual, as músicas em cd, estão com os dias contados e as gravadoras com os cabelos em pé. Se cobrassem o valor justo e pagassem, também, o valor justo aos artistas, hoje,j não estariam alarmadas. Mas, esse já é outro assunto.

P.S. O texto acima, não é um release, uma divulgação, é apenas um reconhecimento, por algo muito interessante, que há tempo, eu não via e ouvia em nossa música. Não, não sou amigo do cara e não o conheço pessoalmente, apenas sou um bom ouvinte seu.

Fui.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Cantava Gal: "Risque outro fósforo, outra vida, outra luz, outra cor..." Lembra?!

Essa frase e consequentemente essa música, nunca me saíram da memória. Lembro, que ainda adolescente, quando as ouvia, na versão com Gal Gosta, achava impressionante, coisa de outro mundo. Aquela voz de arara imperial, cantando ao sabor do vento e me transportando para longe, bem longe. Era essa sensação que a música me transmitia: distância. Iniciava assim: "Vá, se mande, junte tudo que você puder levar..." e pronto, esse era o sinal que eu esperava para a viagem começar, sempre parava o que estava fazendo e ouvia atentamente, claro que aos 13, 14 anos não se tem uma percepção aguçada que a música exige, mas se tem o frescor da juventude, o tempo ao seu lado, o início dos sonhos.

Voltando ao presente e fazendo a conexão: o mês mudou, as chuvas chegaram intensamente, varrendo tudo ao seu redor, literalmente não!? Então, pensei em modificar o blog. Algo me dizia que era chegada a hora, imagine! Nosso bebê, o  blog, tem apenas um mês, mas acredito na continuidade das mudanças, na impermanência das coisas, algo bastante budista. Sei lá, sempre fui assim, um espírito extremamente inquieto, remexido, em busca sabe-se lá do quê?! Essa sensação, acredito, ser inerente a todo ser humano, uns sentem mais, outros menos, outros querem sentir menos. Xiiiiii! E aqueles que não sentem?! Deixa assim, sem palavras.

E, como vocês podem ver, nosso amigo, vem com uma cara mais limpa. Será uma tendência???!!! Muitos risos!! Será que blog já tem tendências, etc. Bem, tudo hoje em dia parace ter tendências, não?! Nâo tem aqueles que mudam os móveis, a decoração da casa todo ano, ou duas vezes ao ano, de acordo com a tendência? Já pensou?! Toda hora tendo que trocar tudo, não era melhor trocar a forma de ver o mundo e começar a cooperar e entender a subjetividade da realidade sócio-política-econômica?! Putz!! Agora ficou uma coisa Bob Dylan esse artigo, mas afinal, como essa música é de sua autoria, ele quis aparecer também.

Então, para terminar, deixo com vocês a letra da música e esse link  do vídeo http://www.youtube.com/watch?v=A30rcGsNV3w (ainda não sei postar direto, mas prometo que aprendo!!) Gal, 1977, Negro Amor, no fantástico, modelito Barbarella. IMPERDÍVEL.

Negro Amor

Gal Costa
Composição: Bob Dylan / Versão Péricles Cavalcante e Caetano Veloso


Vá, se mande, junte tudo que você puder levar
Ande, tudo que parece seu é bom que agarre já
Seu filho feio e louco ficou só
chorando feito fogo à luz do sol
Os alquimistas já estão no corredor
e não tem mais nada negro amor

A estrada é pra você e o jogo é a indecência
junte tudo que você conseguiu por coincidência
e o pintor de rua que anda só
desenha maluquice em seu lençol
sob seus pés o céu também rachou
e não tem mais nada negro amor


Seus marinheiros mareados abandonam o mar
seus guerreiros desarmados não vão mais lutar
seu namorado já vai dando o fora
levando os cobertores? E agora?
até o tapete sem você voou
e não tem mais nada negro amor
e não tem mais nada...


As pedras do caminho deixe para trás
esqueça os mortos que não levantam mais
o vagabundo esmola pela rua
vestindo a mesma roupa que foi sua
risque outro fósforo, outra vida, outra luz, outra cor
e não tem mais nada negro amor
e não tem mais nada negro amor
e não tem mais nada negro amor
e não tem mais nada negro amor