terça-feira, 15 de setembro de 2009

Furacão: Frida kahlo


Muitos já devem ter ouvido falar em Frida Kahlo, alguns nunca, todavia, independente disto, deixarei por aqui algumas palavras a seu respeito, uma vez que a admiro imensamente. Frida foi um furacão que passou pela terra, viveu por apenas 47 anos, 1907-1954, mas, deixou para nós, simples mortais, um grande legado em sua obra, um grande questionamento sobre nossas existências e principalmente uma visão inquestionável sobre a dor e o sofrimento humano.
 Vou tentar ser sintético ao máximo, pois sua biografia é bastante intensa e rica. Magdalena Carmen Frieda Kahlo Calderón, nasceu em 06 de julho de 1907 em Coyoacán, o que mais tarde viria a ser um subúrbio da Cidade do México. Terceira das quatro filhas de Matilde e Guilhermo Kahlo. Aos seis anos, sofreu de poliomielite, o que resultou em um atrofiamento e deformamento de seu pé e perna esquerda para sempre. Seu apelido na adolescência era "Frida da perna de pau", obviamente acarretando a ela grande mágoa e ressentimentos. Seu pai, fotógrafo, ensinou-lhe a usar a máquina fotográfica, a revelar, a retocar e colorir fotografias, experiências que seriam, mais tarde, úteis em sua pintura. Até 1925 os seus dotes artísiticos tinham apenas sido encorajados por Fernando Fernández, um amigo de seu pai que a ensinou a desenhar, mas nada muito aprofundado.
Antes de 1925, Frida estudava para ser Médica, na Escola Nacional preparatória do México, entretanto, setembro de 1925, mas precisamente no dia 17, sua vida se transformaria radicalmente. Nesse dia, juntamente com seu namorado Alejandro Goméz, sofreu um acidente, no qual o automóvel em que se encontrava, bateu em um bonde elétrico, vários mortos e feridos, entre eles, Frida, que teve a coluna perfurada por um ferro. Bem, a partir daqui, sua vida jamais seria a mesma, seu estado crítico de saúde, a obrigava a permanecer com colete de gesso por inúmeros meses. Foi, então, que Frida começou a pintar deitada, e para ter o que a inspirasse incialmente, pediu para colocar um espelho no teto da cama, assim, começou sua obra, pintando a si mesma, pois não enxergava muito além dissso. Certa vez, disse: "Pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o tema que conheço melhor." e eu, humildemente, acrescentaria a suas palavras: e porque não havia outra escolha.




Foram inúmeras "internações" domiciliares, onde sua vida, muitas vezes, resumira-se a cama, ao quarto e a uma janela e inversamente proporcional a essa dor toda, ela produzia sua arte.
Agora, falando um pouco em amor, sim ela os teve, seu maior fora Diego Rivera, artista muralista e famoso na época. Com ele teve inúmeras idas e vindas, tiveram três filhos, que Frida perdeu antes de nascerrem, devido seu infantilismo nos ovários. Também, foi com Diego, que conheceu a dupla traição, visto que ele se relacionara amorosamente com sua irmã.


Frida se envolveu com outros homens e, também, com mulheres, mas tudo isso, ocorria, quando podia ter uma vida "normal", longe da cama. O que resume bastente sua obra está nas seguintes palavras: "De modo a exprimir as suas ideias e sentimentos, Frida Kahlo, desenvolveu uma linguagem pictória um vocabulário e sintaxe próprios. Usou símbolos que, uma vez decodificados, nos permitem ter um conhecimento profundo sobre a sua obra e as circusntâncias que presidiram à sua criação." (Andrea Ketternmannn, Kahlo, Editora Paisagem).
E, então, para finalizar, sofreu anda mais um pouco, em 1951, fez mais sete cirurgias nas costas, ficou o ano todo no hospital, em 1953 teve a perna amputada até o joelho e em 1954, já fraca e convalescendo de seu estado de saúde delicado, contrai pneumonia e morrre.




Bom, após toda essa História, o mínimo que podemos entender é que Frida, foi: um furacão, um ser dotado de vida, apesar de toda dor ao seu redor, uma tempestade maravilhosa que passou pela terra e deixou uma obra ímpar, que vale a pena ser decifrada. Sim, muitos, podem não gostar de sua obra, pois há imagens terrivelmente fortes, muitas vezes aparentemente grotescas, mas, após entendermos melhor sua vida, começamos a compreender e até mesmo ver sua obra com outros olhos.


O que não vira Indústria Cultural?


Coloquei apenas algumas obras, para termos uma base de seu trabalho, porém, sugiro uma vasculhada mais detalhada pela rede (Google/Imagens), em livros, publicações, ou até mesmo no filme com Salma Hayek, no papel de Frida, IMPERDÍVEL.

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